
Vigilância Sanitária alerta para proibição da venda de cigarros eletrônicos e similares
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Nos bares, festas e até em espaços públicos, basta um olhar atento para perceber que, embora proibido, o consumo de cigarros eletrônicos acontece à luz do dia em Campo Grande, impulsionado pelo comércio irregular e pela falta de fiscalização eficaz. Além das preocupações com a saúde, o uso desses dispositivos também gera um impacto ambiental significativo, agravado pela falta de orientação para um descarte adequado.
Fabricados com plástico, metais e baterias de lítio, os cigarros eletrônicos exigem um descarte específico que considere todos seus componentes. No entanto, sem regulamentação adequada, os dispositivos apreendidos acabam incinerados, sem preocupação com os resíduos tóxicos produzidos com a queima dos plásticos.
O entrave se dá pela composição complexa desses itens, equanto as indústrias de reciclagem enfrentam dificuldades para reutilizar as partes plásticas, as baterias de íon-lítio possuem alto potencial de contaminação do solo e risco de incêndios.
Além disso, os cigarros eletrônicos contêm substâncias altamente tóxicas, como metais pesados (níquel e chumbo) e nicotina líquida presente nas essências utilizadas. O descarte inadequado desses componentes pode levar à contaminação de rios e lençóis freáticos, causando danos ambientais irreversíveis.
Nesse cenário, Mato Grosso do Sul se destaca como o 2° estado com maior consumo de cigarros eletrônicos no Brasil, cerca de 4% do total de usuários, atrás apenas do Paraná, com 4,5%. Conforme levantamento da Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica) de 2024, aproximadamente 2,9 milhões de brasileiros utilizam esses dispositivos. Os números representam um crescimento de 32% em relação aos 2,2 milhões registrados na pesquisa anterior.
Os DEF (dispositivos eletrônicos para fumar), também conhecidos como cigarros eletrônicos, possuem diferentes variações como: vaper, pod, e-cigarette, e-ciggy, e-pipe, e-cigar, heat not burn (tabaco aquecido), entre outros.
Desde sua criação, em 2003, esses produtos passaram por diversas gerações. Inicialmente, surgiram os dispositivos descartáveis, de uso único. Posteriormente, evoluíram para os produtos recarregáveis com refis líquidos, disponíveis em sistemas abertos ou fechados.
Em seguida, foram introduzidos os dispositivos de tabaco aquecido, que contam com um mecanismo eletrônico acoplado a um refil de matriz sólida, geralmente composto de tabaco.
Além disso, essas tecnologias podem empregar formas especiais de nicotina, como sais de nicotina e nicotina sintética, bem como outras plantas e substâncias distintas do tabaco.
No Brasil, há dois tipos principais de cigarros eletrônicos comercializados clandestinamente: o vape e o pod, sendo este último uma versão menor e mais simples. A principal diferença entre eles é a possibilidade de reutilização. Enquanto o pod consiste em um vaporizador descartável, pré-carregado com essências e, sem opção de recarga, o vape é reutilizável e permite ao usuário reabastecê-lo com a essência de sua escolha.
Embora o vape seja menos prejudicial ao meio ambiente por ser reutilizável, ambos enfrentam o mesmo problema de descarte inadequado.
O pico de apreensões em Mato Grosso do Sul ocorreu em 2023, com 56.360 unidades de cigarros eletrônicos apreendidos pela PRF (Policia Rodoviária Federal). No ano passado, o total ficou 30.672. Em 2025, somente entre os dias 1º e 28 de janeiro a PRF apreendeu 4.850 dispositivos.
Já o número de cigarros normais apreendidos entre 2023 e 2025 chegou a 14.067.175. Após apreendidos, a PRF encaminha os cigarros eletrônicos à Receita Federal ou à Polícia Federal.
Na última semana, mais de R$ 929 mil em vaporizadores, cigarros eletrônicos e narguilés foram apreendidos pelo DOF (Departamento de Operações de Fronteira) na MS-340 em Nova Andradina, a 298 quilômetros de Campo Grande. No veículo apreendido havia 360 vaporizadores, 1.592 narguilés; 1.402 cigarros eletrônicos e 170 cartuchos. Três pessoas acabaram presas.
Em 2024, a Receita Federal apreendeu 274.289 cigarros eletrônicos em Mato Grosso do Sul, sendo Campo Grande responsável pelo maior percentual, com 138.651 unidades. O valor total das apreensões do ano passado está estimado em R$ 14,3 milhões.
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