"Precisamos falar sobre a campanha de prevenção ao suicídio", diz Marçal Filho

Marçal é coordenador da Frente Parlamentar de Combate ao Suicídio na Assembleia Legislativa de MS

"Precisamos falar sobre a campanha de prevenção ao suicídio", diz Marçal Filho

O "Setembro Amarelo" é a campanha que marca o mês dedicado à prevenção ao suicídio. Coordenador da Frente Parlamentar em Defesa da Saúde Mental e Combate à Depressão e ao Suicídio na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Marçal Filho (PSDB) diz que falar sobre depressão e estar atento aos sinais da doença é a melhor forma de salvar vidas.

"Falar de suicídio, na maioria das vezes, é falar de depressão. Falar de depressão, no entanto, não necessariamente é falar de suicídio. Precisamos estar atentos no sentido de ajudar com ação efetiva de buscar assistência médica, para fazer a diferença na vida de quem está sofrendo", esclarece o deputado.

Por muitos anos, falar sobre suicídio foi um tabu. Mas a abordagem tem se alterado. "O silêncio é o que mata", diz Marçal Filho. "É importante reconhecer quando a pessoa precisa de ajuda", alertou.

O deputado já participou de inúmeros debates sobre o assunto e como coordenador da Frente Parlamentar tem desenvolvido trabalhos de prevenção. Marçal é autor de lei que obriga o poder público a colocar em locais de grande circulação, cartazes com o número 188, do CVV (Centro de Valorização da Vida). Para este número as pessoas podem ligar gratuitamente e obter apoio emocional.

Também é autor da lei que prevê campanha permanente de informação, prevenção e combate à depressão no Estado e da Lei que obriga os estabelecimentos de ensino e de saúde notificarem às autoridades públicas competentes sobre a prática de violência autoprovocada: automutilação e tentativa de suicídio.

Mato Grosso do Sul é o terceiro Estado no País no ranking de maior taxa de suicídio. Conforme especialistas, existem muitos sinais que alertam para a possibilidade de tentativa de suicídio por parte de uma pessoa como, por exemplo, ficar mais recluso, falar muito sobre sumir, não ter mais esperança, mudar o comportamento repentinamente.

"Não podemos duvidar de quem ameaça cometer suicídio. A pessoa está sofrendo, por isso temos que agir para salvar vidas, no sentido de encaminhar para um serviço de saúde, marcar consulta e ir junto, para que ela sinta que tem alguém ao lado dela", ponderou Marçal Filho.

A pandemia do coronavírus agravou os casos de saúde mental. Muitas pessoas perderam o emprego e as dificuldades aumentaram. Marçal Filho tem defendido a presença de psicólogos e de assistentes sociais nas escolas e já apresentou projeto neste sentido. Ele já promoveu audiência pública na Assembleia com a presença de profissionais sobre o assunto e diz que continuará com ações que possam sensibilizar o poder público e privado a investir cada vez mais em ações que promovam a saúde mental.

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