Professora adota aluna de 16 anos ao ver que ela morava em orfanato

Depois de um tempo, Miriam e Nestor decidiram adotar a jovem. Eles deram entrada no conselho tutelar no final de 2019 e a guarda foi dada apenas no final de 2020

Foto: arquivo pessoal
Professora adota aluna de 16 anos ao ver que ela morava em orfanato
Professora já era mãe adotiva de dois meninos - Foto: arquivo pessoal

A professora Miriam Coronel não pensou duas vezes e adotou uma aluna dela quando descobriu que a jovem vivia em um orfanato em péssimas condições.

Camila, de 16 anos, agora é o terceiro filho que Miriam e o marido, Nestor Marchese, adotaram. Eles já eram pais de Ian e Lorenzo, de 7 e 8 anos respectivamente.

O processo de adoção da jovem durou cerca de 1 ano. Hoje a família, que é da Argentina, conta com muita felicidade toda essa história.

Aluna dedicada

Miriam disse que mesmo muito tímida, Camila sempre foi dedicada aos estudos. Ninguém na escola sabia que ela morava em um orfanato, porque a diretora preferiu não compartilhar a história da jovem.

A professora disse que sempre incentivava Camila com as atividades, para que ela não ficasse isolada do restante da turma. Isso fez com que as duas se aproximassem um pouco.

Um dia, a educadora notou que a jovem estava sem frequentar a escola há mais de uma semana e então resolveu entender o que tinha acontecido.

“Quando descobri a situação dramática em que ela se encontrava, que morava em um orfanato de meninos, decidi enviar uma mensagem por meio de outro aluno. ‘Diga a ela que a professora sente falta dela e quer vê-la’“.

Miriam lembra que no dia seguinte, Camila estava de volta para a sala de aula.

Nova família

Camila começou a frequentar a casa de Miriam e se aproximou muito dos dois filhos da professora.

Depois de um tempo, Miriam e Nestor decidiram adotar a jovem. Eles deram entrada no conselho tutelar no final de 2019 e a guarda foi dada apenas no final de 2020.

Após um ano com a família, Miriam resolveu contar nas redes sociais a história de Camila.

“Ele tem sua liberdade. Sabemos que esta é a sua origem. Como meus outros filhos. Os pais adotivos são os responsáveis ​​por manter esse vínculo”, alerta Miriam.

Ela tenta não romantizar o caso. O casal entende que o conceito de família é polissêmico: “O afeto se divide e se multiplica. O seu, o meu, o nosso”, concluiu.

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